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Música: A Saffra de FF

Se há um artista português recente que me consegue surpreender, esse artista é FF. Na minha opinião, o rapaz possui um vozeirão e uma técnica irrepreensíveis.

Não me cansa e delicia-me ouvi-lo, seja nas atuações que levou a cabo no programa A Tua Cara Não Me É Estranha, seja na interpretação do tema principal do filme Eclipse em Portugal. Mas o seu novo trabalho - Saffra - deixa-me num estado ambíguo. Mais uma vez revela um talento incrível, mas FF é um artista que eu veria a apresentar um trabalho no estilo glam rock de Adam Lambert ou Muse.

Este seu novo projeto, numa primeira audição, faz-me lembrar uma mistura de fado, canção de amigo, canção popular e canção romântica. Uma espécie de fusão Pokémon entre Amália Rodrigues, Vitorino e António Calvário.

Não digo que desgosto, apenas me deixa o espírito num estado dualista, em que admiro a qualidade do seu trabalho, mas estranho o estilo. Ouvir uma segunda vez, está a abrir caminho para se tornar em algo que poderá obedece à máxima: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se!". Isto será normal se pensar que não se trata de um trabalho com vista unicamente ao volume de vendas, mas à apresentação da qualidade artística de FF.

De qualquer modo está de parabéns pelo álbum que apresenta e pela ousadia do projeto, que aposto que não agradará a muitos, mas ao qual os justos e sinceros terão de tirar o seu chapéu.

O primeiro single – Saffra Deste Ano – resume as capacidades vocais de FF na perfeição, e é esse vídeo que vos deixo aqui:

 

 

 

Sincero Agradecimento

As minhas assíduas leitoras Mamã e Jane enchem-me o ego e encorajam-me. Por isso dedico-lhes este post. São vocês que me dão ânimo para continuar com este blog. 
Agradeço profundamente a vossa interação e  sinceridade. Assim como a nossa amizade que começou numa relação profissional à distância - apenas com emails e telefonemas, - passou pelo conhecimento frente-a-frente com uma interação de quem sempre se conheceu; sobreviveu a uma restruturação organizacional que separou a nossa equipa de trabalho; e, agora, apesar da distância, mantém-se sempre presente pelas redes sociais e pelos nossos blogs.
Espero corresponder sempre às vossas espetativas. 
Muito, muito e muito obrigado pela vossa amizade!

Conto: Domingo - dia diferente ao longo da vida

O dia nascia na pacatez habitual de um domingo. Muitos dormem até mais tarde, descansando o corpo e a mente de uma semana de trabalho. Outros dedicam o consagrado dia de descanso à vida familiar, passeando as crianças, visitando os pais, preparando almoços. Entre uns e outros - e os que ficam de fora - já poucos vão à celebração da Eucaristia matinal de domingo. 

Lembrava-se de quando acordava tarde ao domingo, arrastado pela mãe para a mesa, disfarçando a ressaca que o assomava.

- " Vai tomar um banho rápido qu'estás a cheirar mal. " – Ordenava-lhe a mãe. – "Hoje não foste à missa... Outra vez!"

- "Eu sei, eu sei! Desculpa. Tomo banho depois." – retorquia sem qualquer intenção nas palavras pronunciadas, segurando a cabeça entre as mãos com os cotovelos em cima da mesa, sentindo-se enjoado com o cheiro do assado que estava espalhado no prato à sua frente.

Isto acontecia, ao início, uma vez entre outra, até que se tornou frequente. Acordar tarde, ressacado e sem se redimir nem comungar com a Palavra e Corpo do Senhor. 

Mas antes dessa adolescência tardia e juventude conturbada, era um menino de coro, um frequentador da catequese, um assíduo membro da comunidade eucarística. Não por vontade própria, mas porque era ali que se encontrava com os amigos. Aqueles com quem estava na escola, aqueles que – frequentando a mesma escola – tinham inúmeras atividades que os mantinham ocupados, e aqueles que já tinham mudado de escola, aqueles que eram mais velhos, e aqueles que eram mais novos. Era um ponto de encontro e de amizades. Um local para ser visto nas melhores roupas. Um pouco para encontrar os vizinhos mais afastados. E a Fé era algo que apenas fazia parte da sua educação,  tendo começado com os membros da sua família que são aquilo a que gostam de chamar católicos praticantes.

 

 

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